Os movimentos anticoloniais na América
A elite colonial queria a independência.
A elite era formada por pessoas com poder econômico que nasciam nas colônias e sentiam-se rejeitadas pelas políticas que vinham das metrópoles. O pacto colonial limitava as atividades econômicas dessas elites. Eles só podiam vender sua produção para comerciantes autorizados pela metrópole e eram proibidos de instalar manufaturas na América impedindo-os de investir, em qualquer setor a não ser agrário.
Independência das Treze colônias, desequilíbrio europeu, resultado dos conflitos provocados pela Revolução Francesa e o Império Napoleônico, são alguns exemplos desses movimentos separatistas.
Movimentos anticoloniais da América portuguesa
è Conjuração mineira
No ano de 1785, D. Maria I, Rainha de Portugal, decretou o alvará de 1785 proibindo o funcionamento de atividades manufatureiras na colônia, exeto a fabricação de tecidos grosseiro, usados por escravos e para embalar mercadorias, piorando os relacionamentos portugueses - mineiros.
Os colonos eram obrigados a exportar grande quantidade dos produtos que consumiam, piorando a situação econômica local.
Em 1788, foi decretada a cobrança de impostos atrasados conhecido por derrama, por Luis Antônio Furtado de Mendonça, Visconde de Barbacena e governador da Capitania de Minas Gerais.
Os planos dos Inconfidentes
1788-Começaram os planos do movimento da Conjuração Mineira na casa do militar Francisco de Paula Freire de Andrade.
1789-Ano do planejado para a realização do movimento, no mês de fevereiro, quando eles achavam que seria a Derrama, eles pretendiam e proclamar a republica na Capitania de Minas Gerais.
As propostas do movimento eram:
Criação de uma universidade em Vila Rica (atual Ouro Preto).
Abolir o monopólio real de diamantes.
Construção de uma siderúrgica para o desenvolvimento industrial.
Perdão das dívidas atrasadas dos mineiros, porém a abolição dos escravos não teve apoio do grupo, já que a maioria tinha bastante escravos.
A formação do grupo
Os conjurados eram pessoas de diferentes origens sociais, mas a maioria era da elite.
è Os conspiradores são traídos.
Em fevereiro de 1789, os conjurados estavam organizados para começarem a revolta quando souberam que a derrama seria no próximo mês. Joaquim Silvério dos Reis, um contratador, denunciou os conjurados em troca do perdão de suas dívidas em 15 de março de 1789.
è A reação do governo.
Assim que soube da revolta o governador da Capitania de Minas Gerais, organizou uma estratégia para desmoralizar o movimento, então ele suspendeu a derrama e exigiu aos conjurados o pagamento dos Impostos.
O governo da Capitania foi à procura dos responsáveis pela revolta e o primeiro a ser encontrado foi Tiradentes, na cidade do Rio de Janeiro e focou aguardando sentença, tendo sido culpado por muitos companheiros de ser o único responsável do movimento , ele acabou assumindo a culpa sozinho.
è Conjuração Mineira: repressão e significados.
Em 4 de julho o poeta Cláudio Manoel da Costa foi encontrado morto em sua cela, para a polícia foi suicídio, mas muitos duvidam.
21 de Abril de 1792 morre Tiradentes enforcado e depois esquartejado e exposto ao público a mando de D. Maria I e os outros conjurados foram exilados foram exilados na África ou perdoados.
Conjuração Baiana (1798)
Mesmo sob alta vigilância da metrópole houve a Conjuração Baiana ou Conjuração dos Alfaiates . Nela participaram ativamente Artesãos, soldados, meeiros, mestre-escolas, escravos, enfim, pessoas anônimas que agitaram a Capitania.
è Uma sociedade secreta
Intelectuais da Bahia divulgaram idéias iluministas, eles formavam uma sociedade maçônica secreta chamados Cavaleiros da Luz, seus objetivos eram: Separação da metrópole e proclamar a republica. Faziam parte: Apriano Barata (médico), Francisco Muniz Barreto (Professor), José da Silva Lisboa (intelectual), Hermógenes Pantoja, José Gomes de Oliveira (militares), Padre Agostinho Gomes, entre outros.
Por Letícia Mounzer