Alunos no Blog
O Blog ficou um tempo offline, mas agora vai voltar, quase um ano offline, vamos postar as materias para as provas de AV2, do ultimo periodo, espero que tenham se divertido conosco esse ano, e que nossa amizade continue, mesmo para quem provavelmente não se verá de novo. (Por Patrick Serrano)

Conjuração Baiana

By Ricardo Felix
Dez anos depois da conjuração mineira, ocorreu na colônia outro movimento com o objetivo de independência: a Conjuração baiana. No final do século XVIII, a capital da Bahia possuía cerca de 60 mil habitantes, dos quais 40 mil eram negros e mestiços, geralmente muitos pobres. Os negros libertos e os mestiços trabalhavam como soldados, artesãos, carregadores, pescadores, pedreiros e vendedores ambulantes. Embora livres, viviam com dificuldades e eram descriminados por sua cor e por serem pobres. A população pobre de salvador enfrentava altas constantes nos preços dos produtos mas o que mais encarecia todos esses produtos eram os impostos abusivos cobrados pelas autoridades portuguesas. Revoltados com essa situação, alguns intelectuais, como o médico Cipriano Barata e o padre Agostinho Gomes, começaram a reunir pessoas para falar-lhes sobre as idéias iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade. Para surpresa de muitos, na manhã do dia 12 de agosto de 1798, a cidade de Salvador acordou com Vários cartazes nas paredes e portas das igrejas e em locais públicos. Escritos pelos rebeldes, eram dirigidos ao “magnífico povo baiano’’. Nos seus escritos, os rebeldes defendiam: · A proclamação de uma republica democrática; · A abertura dos portos brasileiros a todas as nações, · O fim do preconceito contra negros; · A diminuição dos impostos; · O aumento dos Salários. O governo da Bahia começou a investigar imediatamente, tentando descobrir quem eram os autores desses cartazes. Ajudado por vários informantes, em pouco tempo conseguiu prender mais de trinta conspiradores. Como entre os presos havia um grande número de pessoas que exerciam o oficio de alfaiate, a conjuração baiana ficou conhecida também como rebelião dos alfaiates.
 

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